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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A mídia como poder e controle


Por Tatiane Vegas
A mídia busca sempre se adequar ao seu público-alvo, ela se destaca por ser "manipulador” da sociedade. Isso ocorre de uma maneira inconsciente para boa parte do público.

Atualmente, é visível o quanto à mídia tem grande controle, o quanto faz com que a sociedade mude acreditando naquilo que vê e ouve. Seja através de realitys Shows, novela, noticiários, revistas e até mesmo em filmes e propagandas.

Esse controle, vemos também, pelo "Sistema de Vigilância" que o filósofo Francês Michel Foucalt apresenta, e suas idéias têm sido usadas na reflexão sobre o uso atual dos meios e estratégias de comunicação.

O pensador francês se inspirou no panóptico: modelo de sistema de reclusão imaginado por Jeremy Bentham pelo qual o presos se sentem observados, mesmo que de fato não sejam. Assim, podemos comparar ao modo que a nossa sociedade vive, como se fossem observados maior parte do tempo, como se alguém criticasse você por estar mais magrinho, mais gordinho, bem vestido ou por ter seus próprios gostos.

Com tudo, fica-se claro, a mídia controla a opinião pública, nos leva a consumir mais que o necessário, e o que na maioria das vezes o que nos influência são as propagandas. Hoje tudo envolve a mídia como, por exemplo, as situações, lugares, momentos...

Tudo faz parte desse poder disciplinar, ja que o homem é o principal alvo e objeto do poder, que tem como meta, a tarefa de incorporar nos corpos características de docilidade. Assim “a disciplina, segundo a genealogia foucaultiana, diz respeito tanto a uma modalidade de poder que se caracteriza por medir, corrigir, hierarquizar, quanto torna possível um saber sobre o indivíduo” (PINHO, 1998, p. 189). Sob o olhar da disciplina existem técnicas que norteiam todos os processos de modelagem, que se caso continuar, é obvio, seremos controlados pelo nosso desejo, por muitas vezes desnecessários.



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Política a base do simulacro e sua simulação

Por Tatiane Vegas
Estamos em uma era onde muitos buscam a perfeição, e esta perfeição acaba sendo um exagero a sociedade, principalmente em relação à política. Partidos políticos fazem uma demonstração do não real, demonstram ser aquilo que na maioria não são. Criam uma situação a qual a população sem perceber acaba sendo enganada, visam áreas mais precisas, para ganhar um público e assim vencer a sua tão esperada “perfeição” aquela que com suas lutas trazem a população junto ao político. Sendo ele o favorito de seu público, traz aquela esperança a qual muitos desejam, e no fim não é nada do tão esperado acontecido e representado pelo político.

Ao contrário do que muitos afirmam os indivíduos não deixaram de se interessar pela política. O que acontece é que suas formas de organização, seus objetivos e lutas, estão em desacordo com os padrões tradicionais, o que é um excelente recado no sentido da renovação das formas de se entender, se tratar e se fazer a política. Estão se desinteressando sim, e se constituindo como massa muda, para este simulacro de política que se explicita nas épocas de eleição.

A problemática do trabalho, por exemplo, emprego e desemprego envolvem muitas outras questões que necessitam de políticas específicas, mas continua sendo tratada de forma simples.

Políticas sociais efetivas, que deveriam ser formuladas pelo Estado, são abandonadas em favor de um assistencialismo barato nos momentos eleitorais, que serve apenas para manter vivo o clientelismo. Discursos e atos muitas vezes fundamentalistas, que não admitem questionamentos, buscando se evitar que o simulacro seja desconstruído.
De acordo com o pensamento Jean Braudrilard, sobre o Simulacro ele sita:
"É sempre uma questão de provar o real através do imaginário, de provar a verdade pelo escândalo, de provar o trabalho por intermédio da greve, de provar o capital pela revolução".
Conforme cada eleição os votos são e não é o certo, a população busca aquilo que necessitam e acreditam com a “perfeição” demonstrada pelos políticos, assim fazem escolhas erradas.
No domínio da política, a simulação é total. Os políticos abandonam por alguns instantes o preconceito, e a maquiagem esconde rugas e o cansaço das caravanas.
O público parece ser conduzido como simples ovelhas mudas para o matadouro, no fundo, as pessoas até percebem a verdade, mas aceita toda essa encenação e concordam em ser participantes neste simulacro. Tudo é previamente programado.
Enquanto as pessoas não acordam, essa “política falida“ continua levando nosso país para caminhos cada vez menos favoráveis para o povo, e tudo isso
“em nome da democracia“. Para mudar esse caminho, é necessário que se coloque em pratica o conselho de Jean Baudrillard de “fazer com que esta política falida, assuma a sua morte“.
Para isso, o primeiro passo, é que o publico exerça seu lado critico e deixe de eleger seus governantes apenas pelas palavras bonitas ou a “imagem de honesto”. Está na hora de saber “realmente” quem é o seu candidato. Pesquise, compare, assim, além de saber para quem realmente você está dando o seu voto, você também irá colaborar para a destruição desse simulacro político, que tem dominado nossas eleições.